Bibi Tanga

abril 14, 2011 § Deixe um comentário

Não há cinemas nos Camarões. O teatro é amador e depende em Yaoundé  de iniciativas do Centro Cultural Francês ou do Instituto Goethe. A vida musical, no entanto, tem os seus agitos. E as suas regras. No primeiro show que fomos ver, com grandes músicos camaroneses como Richard Bona e Aladji Touré, descobrimos por exemplo que não é razoável chegar na hora. E que os improvisos de jazz, acompanhados de danças e de pessoas que sobem ao palco para jogar dinheiro nos músicos, podem durar enormemente. Além disso, mesmo nas apresentações de um só artista, em virtude de um sentimento comunitário que é difícil de compreender, convidam-se os amigos, os amigos dos amigos. Cada um toca três ou quatro músicas e, assim, duas horas depois as estrelas da noite, que pode ser a carismática Rachel Tchoungui ou o controvertido Sultan Oshimin, surgem em seu esplendor.

Ontem foi tudo diferente. No Centro francês, conseguiram dar mesmo um jeito no som cuja morte já vem sendo anunciada há tempos. Isso tudo para recebermos em exclusividade (sem intromissões, improvisos intermináveis, atrasos) Bibi Tanga and the Selenites, grupo francês cujo cantor é de origem centroafricana. Mistura de soul, hip hop e jazz, com violino, sampler e excelente música africana.

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